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Papa Francisco nomeia bispos para Paraíba e Belo Horizonte

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou na manhã desta quarta-feira, dia 8 de março, a decisão do papa Francisco em nomear para a vacante arquidiocese da Paraíba (PB) dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, transferindo-o da sede episcopal de Campina Grande, no mesmo estado. O santo padre, acolhendo a solicitação de dom Walmor Oliveira de Azevedo de poder contar com a ajuda de um bispo auxiliar, também nomeou bispo titular de “Castra Nova” e auxiliar de Belo Horizonte (MG), o padre Vicente de Paula Ferreira.

Novo arcebispo

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Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz é natural de Biritinga (BA) e nasceu no dia 10 de julho de 1954. Estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis em Nova Veneza (SP) e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador (BA). É mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador.

Foi ordenado padre no dia 5 de julho de 1980, na arquidiocese de Feira de Santana (BA), onde, em 24 de setembro de 2006, recebeu sua ordenação episcopal. Foi acolhido na diocese de Caicó (RN), no dia 8 de outubro daquele ano. Sua nomeação para a diocese de Campina Grande aconteceu no dia 08 de agosto de 2012. Seu lema episcopal é “Ide aos meus irmãos” (Jo 20,17).

Dom Pedreira é autor do livro “Rádio Comunitária e Catequese: hipótese de um trabalho complementar – Dissertação de Mestrado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Gregoriana”.

Padre Vicente de Paula

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Padre Vicente de Paula Ferreira nasceu em Alegre (ES), no dia 21 de outubro de 1970. Fez sua profissão religiosa na Congregação Redentorista, Província do Rio de Janeiro, em 1992. Foi ordenado presbítero em 1996.

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), padre Vicente de Paula fez doutorado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora e estágio pós-doutoral, em Teologia, na FAJE.

O presbítero já exerceu as funções de promotor vocacional, vigário paroquial e formador. Também já participou de vários trabalhos nas missões itinerantes. De 2005 a 2014 foi superior provincial da Província Minas, Rio e Espírito Santo, época em que foi presidente da União dos Redentoristas do Brasil e coordenador nacional da Juventude Redentorista.

Atualmente, pertence à Sociedade de Estudos Psicanalistas de Juiz de Fora (MG) e possui publicações sobre cristianismo e pós-modernidade, crônicas e poesia. Também é formador dos Estudantes Redentoristas de Teologia, em Belo Horizonte (MG).

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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2017

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

  1. O outro é um dom

A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

  1. O pecado cega-nos

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

  1. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro – Festa do Evangelista São Lucas – de 2016.
Francisco

Dom João Justino de Medeiros é nomeado arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG)

A Nunciatura Apostólica comunicou à CNBB que o Santo Padre, papa Francisco, acolhendo a solicitação de dom José Alberto Moura de poder contar com a ajuda de um coadjutor, nomeou arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG) dom João Justino de Medeiros Silva, transferindo-o do ofício de auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG).

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Dom João Justino é doutor e mestre em Teologia, pela Universidade Gregoriana de Roma. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Pedagogia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF). Atualmente é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação da CNBB e também foi eleito presidente da Comissão Episcopal para a Educação do Regional Leste 2 da CNBB (Minas e Espírito Santo).  Em março de 2016, foi escolhido como membro da Comissão de Cultura e Educação do Setor Universidades do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), e tornou-se responsável pelas pastorais de Educação e Cultura no Cone Sul.

Segundo informações da própria arquidiocese, uma síntese da história daquela Igreja Particular para qual é enviado dom João Justino é a seguinte: “A criação da Diocese de Montes Claros ocorreu em  em 1910 pela BulaPostulat Sanede Pio X, por iniciativa do bispo coadjutor de Diamantina, dom Joaquim Silvério de Souza. Iniciativa que foi abraçada pelos religiosos premonstratenses já presentes na região, valendo-se, sobretudo, do periódico religioso (“A Verdade”) que haviam criado na futura sede do novo bispado. Com a criação da Província Eclesiástica de Montes Claros em 2001, dom Geraldo foi nomeado primeiro arcebispo de Montes Claros. Sua atuação foi decisiva para a organização pastoral desta igreja particular. Sua ação voltou-se intensamente às questões pastorais e evangelizadoras, trazendo um novo ânimo ao processo de renovação eclesiástica proposta pelos padres conciliares”.

Papa Francisco nomeia bispo para diocese de Tianguá (CE)

Acolhendo o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Tianguá (CE), apresentado por dom Francisco Javier Hernandez Arnedo, conforme o cânon 401 do Código de Direito Canônico, o papa Francisco nomeou padre Francisco Edimilson Neves Ferreira como novo bispo da diocese. Atualmente, o reverendo é pároco e cura da catedral e consultor da diocese de Crato (CE).

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Padre Francisco Edimilson Neves Ferreira nasceu aos 3 de outubro de 1969, em Jardim (CE). Ingressou no seminário em Crato e cursou Filosofia e Teologia no Seminário Regional de Parainha, em Fortaleza (CE). O sacerdote é licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará. A ordenação presbiteral do novo bispo de Tianguá foi em 12 de dezembro de 1997.

Entre as atividades desenvolvidas na caminhada sacerdotal de padre Francisco Edimilson estão os serviços de pároco, professor, diretor espiritual no Seminário diocesano São José. Também foi coordenador diocesano de Pastoral por 14 anos e gerente executivo da Fundação Padre Ibiapina. É membro do Instituto Cultural do Cariri, cadeira Monsenhor Rubens Lóssio.

Dom Carlos Alberto dos Santos é nomeado bispo de Itabuna (BA)

O papa Francisco aceitou o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Itabuna (BA) apresentado por dom Czeslaw Stanula. No mesmo ato, o pontífice nomeou como novo bispo diocesano, dom Carlos Alberto dos Santos, que atualmente é bispo da diocese de Teixeira de Freitas (BA).

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Sergipano, 61 anos de idade, ordenado padre em 1983, em Tobias Barreto (SE), dom Carlos Alberto dos Santos foi nomeado bispo em 15 de junho de 2005 e ordenado em 26 de julho do mesmo ano, em Aracaju (SE).

Atividades

Dom Carlos Alberto cursou Filosofia em Lorena (SP) e Teologia no Instituto Salesiano Pio XI, em São Paulo (SP). Em sua trajetória antes do episcopado, já atuou como reitor do seminário provincial Nossa Senhora da Conceição, em Aracaju (SE). Também foi responsável pela Pastoral Vocacional da arquidiocese de Aracaju (SE), assim como já foi membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores e assistente espiritual arquidiocesano do Apostolado da Oração. Seu lema episcopal é “Per Mariam ad eucharistiam”.

Dom Stanula

O agora bispo emérito de Itabuna, dom Czeslaw Stanula, é polonês e já atuou em seu país, na Argentina e no Brasil, especialmente no estado da Bahia, onde exerceu boa parte de sua missão desde o sacerdócio nas missões populares. Dom Czeslaw foi bispo de Floresta (PE), entre 1989 e 1997; atuou como animador da Vida Consagrada no Regional Nordeste 2 da CNBB e foi membro da Comissão Episcopal de Pastoral no regional, onde também foi o responsável pela Família e pela Comunicação. No regional Nordeste 3, foi bispo referencial da Pastoral Familiar, dos Leigos e da Renovação Carismática. Dom Stanula também foi presidente do regional Nordeste 3 da CNBB.

Papa Francisco nomeia arcebispo de Aracaju

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O papa Francisco acolheu, nesta quarta-feira, dia 18 de janeiro, o pedido de renúncia ao governo pastoral da arquidiocese de Aracaju (SE) apresentado por dom José Palmeira Lessa (à esquerda), em conformidade com cânon 401§ 1 do Código de Direito Canônico. O comunicado da Nunciatura Apostólica no Brasil informa ainda que, em consequência, assume o governo da Igreja particular o atual bispo coadjutor, dom João José Costa (à direita).

Dom José Palmeira Lessa completa 75 anos hoje. Ordenado bispo em 24 de agosto de 1982, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), foi bispo auxiliar naquela arquidiocese, acompanhante de Pastorais no regional Leste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e na arquidiocese do Rio, bispo de Propriá (SE), responsável pela Cáritas do regional Nordeste 3, além de membro do Conselho Diretor Nacional do Movimento de Educação de Base (MEB). Dom Lessa estava em Aracaju desde 1996, quando foi nomeado coadjutor.

Novo arcebispo

Dom João José Costa é natural de Lagarto (SE), nasceu em 24 de junho de 1958. Membro da Ordem do Carmo, fez sua profissão religiosa em 2 de janeiro de 1986. Foi nomeado bispo da diocese de Iguatu (CE) em 07 de janeiro de 2009. Escolheu o lema “Servo por amor”. Em sua trajetória, dom João José já atuou como conselheiro da Província Carmelita, foi formador nas etapas de Postulantado e Filosofia na Província, trabalhou na Pastoral Carcerária, prestou assistência espiritual na Fazenda Esperança, em Lagarto (SE). Ao ser nomeado bispo, era prior do Convento do Carmo de São Cristóvão (SE). Dom João é o atual presidente da Cáritas Brasileira no período de 2016 a 2019.

Papa Francisco nomeia bispo para Oeiras (PI)

A nunciatura apostólica no Brasil comunicou, na manhã desta quarta-feira, dia 11 de janeiro, a decisão do papa Francisco em nomear para a vacante diocese de Oeiras (PI) o padre Edilson Soares Nobre, atualmente Vigário Geral da arquidiocese de Natal (RN).

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Padre Edilson nasceu em 9 de maio de 1965, em Touros (RN). Ingressou no Seminário de São Pedro em 1984. Cursou Filosofia no Seminário de São Pedro e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, nos anos de 1985 e 1986. Fez Teologia no Seminário de São Pedro, de 1987 a 1990.

Foi ordenado diácono em 19 de agosto de 1990, em João Câmara (RN), pelo então bispo auxiliar, dom Antônio Soares Costa. Se tornou presbítero no dia 06 de abril de 1991, quando o então arcebispo, dom Alair Vilar Fernandes de Melo o ordenou.

Atividades

Padre Edilson Soares Nobre já atuou como representante do clero na Comissão Regional de Presbíteros e Coordenador da Pastoral Presbiteral, de 2000 a 2005. Foi vigário episcopal para o Clero, de 2009 a 2011 e também atuou como assistente eclesiástico da Pastoral da Comunicação, de 2008 a 2011. Atualmente é vigário geral da arquidiocese de Natal, onde também exerce outras atividades importantes.

Papa Francisco nomeia bispo para Sorocaba (SP) e para Crato (CE)

O papa Francisco procedeu em duas alterações no episcopado brasileiro, nesta quarta-feira, dia 28 de dezembro. De acordo com comunicado da Nunciatura Apostólica no Brasil, o pontífice acolheu o pedido de renúncia apresentado por dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, por motivo de idade, e nomeou arcebispo de Sorocaba (SP), dom Júlio Endi Akamine, atualmente bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo (SP).

Na mesma data, o papa aceitou o pedido de renúncia do governo pastoral da diocese de Crato (CE) apresentado por dom Fernando Panico, conforme o cânon 401 §1 do Código de Direito Canônico. Em consequência, assumirá o pastoreio da Igreja particular o bispo coadjutor, dom Gilberto Pastana de Oliveira.

Novo arcebispo de Sorocaba

Dom Julio Endi Akamine, filho do casal Guengio Akamine (falecido) e Teruco Oshiro Akamine, nasceu em 30 de novembro de 1962 em Garça (SP).

Em 1975 entrou no Seminário da Sociedade do Apostolado Católico (Palotinos), em Londrina (PR), onde completou os estudos no Seminário Menor São Vicente Pallotti. Fez o noviciado em 1979 no Seminário Rainha da Paz, Cornélio Procópio (PR). Sua primeira consagração foi a 8 de dezembro de 1980, na mesma cidade.

Cursou Licenciatura em Filosofia na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de 1981 a 1983, e Teologia no “Studium Teologicum Claretianum”, de 1984 a 1987, na arquidiocese de Curitiba (PR). Foi ordenado sacerdote em 24 de janeiro de 1988, na cidade de Cambé (PR).

Obteve o Mestrado em Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1993 a 1995) e Doutorado na mesma Universidade (2001 a 2005).

Como sacerdote palotino desempenhou a função de vigário paroquial, pároco e reitor do Seminário Mario Palotino, em Curitiba. Também foi assessor da Organização dos Seminários e e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (Osib) no regional Sul 2 da CNBB. Entre outras funções, atuou como diretor do período introdutório da Província Regina Apostolorum, na Itália (2003-2004).

No período de 1996 a 2001 e de 2005 a 2011, foi professor de teologia no Studium Theologicum, em Curitiba, onde lecionou as matérias de Teologia Sacramentária Geral, Sacramentos da Iniciação Cristã, Eclesiologia, Trindade, Introdução à Teologia e Teologia Fundamental.

Foi reitor Provincial da Província Palotina São Paulo Apóstolo, com sede na capital paulista, de 2008 a 2011, quando foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, em 4 de maio daquele ano. Sua ordenação episcopal foi em 9 de julho.

Dom Júlio é referencial da Pastoral da Educação.

Bispo de Crato

Natural de Boim (PA), dom Gilberto Pastana nasceu em 29 de julho de 1956. Tendo sido ordenado presbítero em 27 de julho de 1985, em Santarém (PA), foi nomeado bispo de Imperatriz (MA) em 03 de agosto de 2005 e escolheu o lema episcopal “Venha o teu reino”. É mestre em Teologia, com especialização em Teologia Espiritual, no Teresianum, em Roma, Itália.

Na trajetória antes do episcopado, dom Gilberto atuou como vigário paroquial, reitor de seminário, coordenador diocesano de pastoral. Foi coordenador do departamento de Filosofia e Teologia no Instituto de Pastoral Regional (Ipar), em Belém (PA), e diretor da Rede Vida de Televisão, de 2000 a 2005.

Papa Francisco nomeia novos bispos auxiliares para Belo Horizonte (MG)

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou, na manhã desta quarta-feira, dia 21 de dezembro, a decisão do papa Francisco em nomear dois novos bispos auxiliares para a arquidiocese de Belo Horizonte (MG). Padre Geovane Luís da Silva, atual pároco da paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena (MG), foi nomeado bispo titular de Monte de Numidia e auxiliar de Belo Horizonte, assim como padre Otacílio Ferreira de Lacerda, que atualmente é pároco da paróquia Santo Antônio, em Gopoúva, na diocese de Guarulhos (SP), e que será titular de Tulana.

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Padre Geovane Luís da Silva

Atualmente pároco da paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, padre Geovane é natural da mesma cidade, nasceu em 21 de junho de 1971. Cursou filosofia e teologia no Seminário São José, em Mariana (MG), e foi ordenado presbítero no dia 21 de junho de 1997, em Carandaí (MG) cidade onde cresceu e viveu. Padre Geovane também é professor no Seminário, vigário episcopal, membro do Colégio de Consultores e promotor de justiça no processo de Beatificação do Servo de Deus Dom Luciano Mendes de Almeida. É mestre pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, onde estudou Teologia Dogmática. Em sua tese de mestrado – “Sacrosanctum Concilium 59: elementos de teologia sacramental” – fez uma análise do Artigo 59 da Constituição Sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II. Possui Pós-graduação em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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Padre Otacílio Ferreira de Lacerda

Atual pároco da paróquia Santo Antônio, em Gopoúva, na diocese de Guarulhos (SP), padre Otacílio, é natural de Itapiruçu – Palma (MG), nasceu em 17 de novembro de 1960. Foi ordenado sacerdote em 10 de abril de 1988, em São Paulo. Em 1996, formou-se também em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Padre Otacílio foi pároco; presidente do projeto missionário Norte 1 e Sul 1; assessor da Pastoral Operária; assessor da Pastoral da Juventude e Setor da Juventude; diretor espiritual dos seminaristas entre 2008 e 2015; superintendente da Cáritas Diocesana e representante dos presbíteros de 2003 a 2010. Atualmente, é membro do Conselho Presbiteral, vice-ecônomo da diocese e coordenador diocesano de pastoral.

Papa Francisco nomeia bispo para Assis (SP)

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Padre Argemiro Azevedo é claretiano e atualmente pároco em Araçatuba (SP)

A Nunciatura Apostólica no Brasil informou nesta quarta-feira, 14 de dezembro, que o papa nomeou como bispo para a vacante diocese de Assis (SP), o padre Argemiro Azevedo, CMF, atualmente pároco da paróquia Imaculado Coração de Maria, em Araçatuba (SP).

O bispo eleito nasceu em 03 de dezembro de 1952, em Fernandópolis (SP), e foi ordenado sacerdote em 1980, por São João Paulo II, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em 1980. Fez diversas especializações na área da Educação e Gestão Universitária.

Dentre as atividades em seu ministério pastoral, foi pároco na paróquia Coração de Maria, em Batatai (SP), e na área da formação do clero foi formador dos estudantes Claretianos de Filosofia. Padre Argemiro tem extensa experiência de administrador: Administrador e Diretor do Colégio São José de Batatais e do Colégio Claretiano e das Faculdades Claretianas em Batatais e São Paulo (SP).

Ele ainda foi membro da Junta Permanente e do Conselho de Economia da Província Claretiana do Brasil; membro do Conselho de Presbíteros da arquidiocese de Ribeirão Preto (SP); membro do Colégio de Consultores e do Conselho de Presbíteros da Diocese de Araçatuba.

Depoimento do Pe. Roberto